sala 8.

   
         
   

 

Segunda-feira, Abril 18, 2005


PI
[ou Como É Que Eu Não Vi Isso Antes?]


"quando eu era uma criança pequena minha mãe me disse pra eu não olhar pro sol...mas quando eu tinha seis anos eu olhei"



Plasticamente, um dos filmes mais bonitos que eu já vi, com uma das melhores iluminações e uma das melhores fotografias. Além disso, é inteligente, intrigante, com diálogos e roteiros perfeitos, e em alguns momentos, concretamente poético. E você tem razão meu querido Pumpkin, a edição aqui funciona bem melhor que em Réquiem Para Um Sonho.
Feladaputice.

Ficha Técnica
Título Original: Pi
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 85 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1998
Site Oficial: www.pithemovie.com
Estúdio: Harvest Filmworks / Plantain Films / Protozoa Pictures / Truth and Soul Pictures
Distribuição: Artisan Entertainment
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Darren Aronofsky, baseado em estória de Darren Aronofsky, Sean Gullette e Eric Watson
Produção: Eric Watson
Música: Clint Mansell
Fotografia: Matthew Libatique
Desenho de Produção: Matthew Maraffi
Edição: Oren Sarch

visto por ju em: 13:33 | pipoca?:


CORAÇÃO SELVAGEM
[ou Que Porra É Essa?]




Os tipos estranhos de Lynch, as estradas, suas histórias sem muito sentido, seu clima nonsense, está tudo presente nesse filme. Mas dessa vez alguma coisa saiu errada e eu não gostei. Nem um pouco.

Ficha Técnica
Título Original: Wild at Heart
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 98 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1990
Estúdio: PolyGram Filmed Entertainment / Propaganda Films
Distribuição: Samuel Goldwyn Company
Direção: David Lynch
Roteiro: David Lynch, baseado em livro de Barry Gifford
Produção: Steve Golin, Monty Montgomery e Sigurjon Sighvatsson
Música: Angelo Badalamenti
Fotografia: Frederick Elmes
Desenho de Produção: Patricia Norris
Figurino: Amy Stofsky
Edição: Duwayne Dunham
Efeitos Especiais: Dreamstate Effects

visto por ju em: 13:27 | pipoca?:

 

Sábado, Abril 16, 2005


VANILLA SKY
[ou Reprise #06]


"os sonhos são uma brincadeira cruel"



Quem viu o original espanhol Abre los Ojos, de Alejandro Amenábar, provavelmente vai achar que Vanilla Sky deixa um pouco a desejar e talvez até ponha a culpa no roteiro de Cameron Crowe. Mas o filme tem o seu charme e os seus bons momentos, como a cena do acidente [um excelente momento de Cameron Diaz], ou os cartazes de filmes franceses espalhados pelo apartamento de David, ou a edição, ou a trilha sonora [usar Sigúr Ros é covardia], ou alguns momentos da fotografia [o céu de vanilla, a primeira cena da cidade vazia]. Enfim, é um filme sobre "sonhos", eu gosto, não chega a ser feladaputice como o original, mas bem vale a pena.

Ficha Técnica
Título Original: Vanilla Sky
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 145 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2001
Estúdio: Cruise-Wagner Productions
Distribuição: DreamWorks Distribution L.L.C. / Paramount Pictures / UIP
Direção: Cameron Crowe
Roteiro: Cameron Crowe, baseado em roteiro escrito por Alejandro Amenábar e Mateo Gil
Produção: Tom Cruise e Paula Wagner
Música: Nancy Wilson
Fotografia: John Toll
Desenho de Produção: Catherine Hardwicke
Direção de Arte: John Chichester e Beat Frutiger
Edição: Joe Hutshing

visto por ju em: 14:48 | pipoca?:


OS PÁSSAROS
[ou Das Coisas Que Eu Não Entendo]


"they are lovebirds"



Todo mundo sabe da fama de Alfred Hitchcock e da notoriedade que ele tem como diretor e tudo mais. Todo mundo sabe que Psicose é uma feladaputice, assim como Janela Indiscreta e Festim Diabólico; todo mundo sabe das manias de Hitchcock, como a de aparecer de relance nos seus próprios filmes [embora eu nunca tenha conseguido identificar]; e, enfim todo mundo sabe do titulo que ele carrega de "Mestre do Suspense". Mas alguém pode, por favor, me explicar o que diabos Os Pássaros tem demais pra causar toda uma comoção de clássico de cinema em torno dele? Um filme que não começa e nem termina [não tem inclusive o tradicional "the end" por opção do próprio Hitchcock], onde os tais pássaros vêm do não sei onde e vão pra sabe deus que lugar, que nem tem tanto suspense assim e que, absurdo dos absurdos, não tem trilha sonora? Dizem as más línguas que nem Joseph Stefano [roteirista de Psicose] se interessou pela história. Talvez por isso o roteiro seja tão fraco. Ou será que fui eu que não entendi nada? De novo? Sim, porque, quanto a mim, a única coisa que causou um pouco de interesse foi saber como eles gravaram aquelas cenas em pleno 1963.

Ficha Técnica
Título Original: The Birds
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 114 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1963
Estúdio: Universal Pictures / Alfred J. Hitchcock Productions
Distribuição: Universal Pictures
Direção: Alfred Hitchcock
Roteiro: Evan Hunter, baseado em estória de Daphne Du Maurier
Produção: Alfred Hitchcock
Direção de Fotografia: Robert Burks
Desenho de Produção: Robert F. Boyle
Figurino: Edith Head
Edição: George Tomasini

visto por ju em: 14:29 | pipoca?:

 

Segunda-feira, Abril 11, 2005


ACOSSADO
[ou Meu Primeiro Godard]


"pode parecer bobo, mas eu te amo"



Charmosíssimo.

Ficha Técnica
Título Original: À Bout de Souffle
Gênero: Policial
Tempo de Duração: 86 minutos
Ano de Lançamento (França): 1959
Estúdio: Impéria / Société Nouvelle de Cinématographie / Les Films Georges de Beauregard
Distribuição: Impéria
Direção: Jean-Luc Godard
Roteiro: Jean-Luc Godard, baseado em estória de François Truffaut
Produção: Georges de Beauregard
Música: Martial Solal
Fotografia: Raoul Coutard
Desenho de Produção: Claude Chabrol
Edição: Cécile Decugis e Lila Herman

visto por ju em: 15:22 | pipoca?:

 

Terça-feira, Abril 05, 2005


SE7EN - OS SETE CRIMES CAPITAIS
[ou Reprise #05]


"eu sou inveja; torne-se ira"



Por 4 anos O Silêncio dos Inocentes [Jonathan Demme, 1991] foi soberano no título de melhor "suspense policial" ou melhor "filme de serial killer" ou melhor "qualquer denominação de prateleira de locadora que o valha". Por quatro longos anos não houve nada que se comparasse à inteligência, ao estilo e à feladaputice de Hannibal Lecter, muito menos à atuação excepcional de Anthony Hopkins; nenhum policial, em nenhum filme, por quatro anos, se mostrou tão atormentado e ao mesmo tempo tão ousado quanto Clarice Sterling [não foi a toa que os dois ganharam os oscars de melhores ator e atriz]; nenhuma cena tão chocante quanto o oficial crucificado com as tripas de fora marcando a melhor fuga de todos os tempos; e nenhum crime tão hediondo e absurdo quanto matar gordinhas e se apoderar de suas extensas peles para com elas costurar uma roupa de mulher, literalmente.
Até que Seven surgiu nos cinemas.
Dirigido por David Fincher [que depois nos deu de presente o igualmente foda Clube da Luta], Seven juntou-se à O Silêncio dos Inocentes no topo da lista de melhor "suspense policial" ou melhor "filme de serial killer" ou melhor "qualquer denominação de prateleira de locadora que o valha".
Entendam: não estou dizendo que Seven supera O Silêncio dos Inocentes. Mas de que eles estão tecnicamente empatados, não resta, na minha opinião, nenhuma dúvida [excetuando-se, é claro, o fato de O Silêncio dos Inocentes ter 5 oscars e Seven não ter nenhum]. Comparemos,
Obviamente não dá pra comparar Hannibal Lecter com John Doe, especialmente porque John Doe está para Seven, assim como o psicopata arrancador de peles [como é mesmo o nome dele?] está para O Silêncio dos Inocentes. De modo que podemos dizer que se Hannibal Lecter e a atuação de Anthony Hopkins são incomparáveis [e aqui eu quero lembrar que desconsidero totalmente as continuações aguadas que também contam com a participação do personagem], John Doe é um psicopata muito mais, digamos, consistente que o tal arrancador de peles [um beijo pra quem lembrar o nome dele], e seus crimes muito mais chocantes, meticulosos, inteligentes e embasados [um psicopata que leu A Divina Comédia? Puta que pariu.]. Continuando por esse caminho, se Clarisse Sterling um dia foi a policial mais atormentada e mais ousada que já existiu, a dupla formada pelo detetive Somerset [Morgan Freeman, outro feladaputa] e pelo detetive Mills [não vou falar do Bradd Pitt pra não causar protestos viu pumpkin?], também mescla muito bem o tormento e a prudência de um policial que já viu de tudo o pior [e que talvez por isso não consiga nem dormir a noite] com a impulsividade de um jovem e vaidoso policial, que acha que pode concertar o mundo no braço, quando na verdade não controla nem os próprios sentimentos. Considerando ainda que ambas as fotografias e iluminações estão na medida para seus propósitos e que ambos os diretos estão perfeitos, não dá outra: empate técnico.
Duas feladaputices puras.

Ficha Técnica
Título Original: Seven
Gênero: Policial
Tempo de Duração: 128 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1995
Estúdio: New Line Cinema
Distribuição: New Line Cinema
Direção: David Fincher
Roteiro: Andrew Kevin Walker
Produção: Phyllis Carlyle e Arnold Kopelson
Música: Howard Shore
Direção de Fotografia: Darius Khondji
Desenho de Produção: Arthur Max
Direção de Arte: Gary Wissner
Figurino: Michael Kaplan
Edição: Richard Francis-Bruce

visto por ju em: 12:13 | pipoca?:

   
   

 

arquivos.

links.